Morada dos Deuses Gregos

“São muitas as divindades que foram cultuadas na Grécia Antiga. Os seis primeiros deuses (Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus) marcam o início de um novo período, após a queda dos titãs. Esse novo período anuncia também a chegada de outros deuses e deusas, sendo alguns deles filhos desses que acabamos de mencionar. Os atributos dos deuses que abordaremos são dos mais variados e todos estão presentes em nosso cotidiano. Todas essas faces dos Sagrados, Masculino e Feminino, possuem seus aspectos de luz e sombra, o que poderíamos classificar como as características consideradas positivas e negativas pela nossa sociedade.

 No guia abaixo, conheceremos algumas dessas forças, bem como a sua área de atuação e como acessá-las. É importante colocar que, existe um grande simbolismo associado às deidades. Muitas pessoas reverenciam cada um desses nomes como representação de uma energia específica, como o amor, a sabedoria, a verdade, a magia, a independência, a transmutação etc.

 Também devo alertá-los que, como qualquer força nova que venhamos a lidar, é importante que se tenha pleno conhecimento daquilo que se pretende realizar. Para isso, você deverá buscar informações sobre cada uma dessas divindades, além de uma maior sintonia com elas, e isso poderá ser obtido por meio de leituras de obras mitológicas e experiências com vivências ou jornadas ao som do tambor. Aos poucos, esse universo espiritual se abrirá diante de você!

No início, diversas práticas devocionais deverão ser realizadas para a conquista de um maior elo de conexão com os deuses. Mas com o tempo eles estarão cada vez mais presentes em sua vida por meio de visitas inesperadas, mensagens e revelações importantes para que você consiga ver as coisas com outras perspectivas.

Conheçamos, então, um pouco mais mais sobre nossos Deuses e Deusas que integram o panteão helênico, além das seis primeiras deidades...”

Extraído do livro Magia Grega – Como Acessar os Deuses da Grécia Antiga nos Dias de Hoje de Edu Scarfon.

Afrodite


Uma das deidades mais reverenciadas e respeitadas. Afrodite é a deusa do amor, da sedução, da sensualidade e da beleza. Conhecida também como “senhora do riso”, ela está envolvida sempre em muita alegria. É, na verdade, antecessora aos seis primeiros deuses que nós já falamos no primeiro capítulo. Essa deusa é filha de Urano com os Mares. Assim, é meia-irmã – por parte de pai – de Cronos, Réia e demais titãs e aos poucos teve de modificar sua energia para que adaptasse aos “novos” deuses. Ela é temida porque todos precisam de amor, inclusive as próprias deidades.

Pedimos para Afrodite suas bênçãos para nosso relacionamento e nossa vida, pois o amor é uma grande força alquímica capaz de tudo transformar. A deusa também nos auxilia a curar diversas feridas adquiridas de decepções amorosas. Além disso, práticas direcionadas à deusa trabalham nossa autoestima e a exteriorização daquilo que temos de melhor.

Seu animal é o pombo branco. Podemos ofertar à deusa maçãs vermelhas, morangos, cerejas, espelhos, conchas ou representações com formato delas. Perfumes também agradam muito, principalmente fragrâncias adocicadas.  

 

Anfitrite


Embora essa deidade não seja tão conhecida, ela é a esposa de Poseidon, o deus dos mares, e de extrema importância para a manutenção da paz marítima. Enquanto seu marido possui uma personalidade fortíssima e atuante nos conflitos vivenciados pelos deuses, Anfitrite ilustra a calmaria e a harmonia na fluidez das águas.

Essa divindade nos ajuda muito em processos de purificação energética e emocional e ainda nos proporciona equilíbrio emocional e forte sensibilidade. Pode ser considerada a própria leveza das águas e rituais destinados a ela devem cumprir essa frequência sutil, porém, profunda.

Para homenagear a deusa, ofertamos taças com água marítima, vinho branco, conchas e flores com tonalidades suaves.  

 

Apolo


O filho de Zeus e Leto é deus das artes proféticas, da verdade, da inspiração, dos caçadores e das artes. Apolo é pai da música e comumente está ao lado das musas, presenteando a todos com o som de sua lira. Estabeleceu seu oráculo na região de Delphos e até hoje, na entrada de seu templo, podem ser encontradas máximas como: “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”.

Muito amigo de Hélio, o deus sol, costumava auxiliá-lo em seu trajeto para proporcionar a luz do dia. Com o passar do tempo, Apolo desenvolveu atributos solares e passou a ser confundido com o próprio Hélio. O culto a ele como deus sol cresceu e os atributos relacionados a Hélio (brilho, sucesso, calor, fama e reconhecimento) foram incorporados a Apolo.

Apolo nos abençoa com a energia do sol, traz verdade e autoconfiança para nossas vidas. Ele nos ajuda a trabalhar nossos talentos e a obter o reconhecimento merecido. É o deus da cura dos infinitos males, aquele que traz a luz espiritual onde exista rastro de qualquer treva. Podemos evocá-lo para trazer toda a energia do sucesso para nossos variados propósitos. Dentre suas oferendas, destacam-se: folhas de louro, arco e flecha dourados, girassóis e representações do sol e de golfinhos (seu animal relacionado). 

 

 

Ares


Alguns mitos colocam esse deus como filho de Zeus e Hera, já outros vão citá-lo apenas como “filho da rainha das deusas". Nessa versão, relata-se que Hera havia ficado tão enciumada ao acreditar que seu marido teria gerado Atena sozinho, sem precisar de mulher nenhuma que, por vingança, também decidiu ter um filho sozinha. Assim, nasceu Ares (deus das guerras), representando sua ira contra o marido.

Esse deus é de natureza bélica, ama lutas, batalhas e atividades em que se desenvolva a força física propriamente dita. É um guerreiro nato que nos dá força para vencer diversos obstáculos impostos em nosso trajeto.

Ares é excelente para ritos de proteção. É uma divindade muito propícia para preservar nossos lares e/ou pessoas que amamos. Podemos ofertar ao deus uma lança – que representa as batalhas e o símbolo fálico –, vinho e a tradicional espada-de-são--jorge. 

 

Ártemis


É a deusa das amazonas, irmã gêmea de Apolo e senhora dos bosques e dos animais. Optou pela virgindade e vive em um grupo somente de mulheres e sacerdotisas. Desde pequena, Ártemis foi associada à lua e o cervo é seu animal sagrado. Os templos da deusa eram os bosques e nesses locais era proibido que se matasse qualquer animal.

Por ser ótima com um arco e flecha, a deusa é uma grande caçadora e nos ensina sobre força, foco e individualidade. Quantas vezes precisamos ter aquele “egoísmo saudável”? É com ele que aprendemos a nos cuidar, lutar por nossos ideais e nos colocar como prioridade em nossas próprias vidas!

Para obter as bênçãos de Ártemis e, quem sabe, atrair seus atributos como força para a conquista da vitória, podem ser ofertados: representação da lua e de cervos, arco e flecha prateados e folhas de artemísia.

 

Atena


É a sábia filha de Zeus com Métis. Atena é deusa da sabedoria, da justiça e do equilíbrio. Valoriza muito o saber, nos auxiliando em nossos estudos e como utilizar do racional em prol da criação de estratégias. Seu nível mental é tão privilegiado que, se algum outro deus pudesse ocupar o lugar de Zeus, certamente seria ela, por sua inteligência e presteza.

Atena é uma das deusas mais comunicativas. Também conhecida como “senhora das batalhas”, é uma guerreira nata, porém, diferente de Ares, Atena prioriza a intelectualidade, o desenvolvimento de novas ciências e o estudo, deixando a guerra somente para proteção, caso a questão não seja resolvida com uma boa conversa. Mas, não se engane: se ela entra numa disputa, é para ganhar! 

A cidade de Atenas foi consagrada à deusa e recebeu seu nome depois que a divindade presenteou o povo da cidade com a oliveira, árvore das azeitonas. Para fortalecer nossa conexão com Atena, podemos presenteá-la com azeitonas, representações de espada ou de coruja (seu animal relacionado) e a balança do direito (um de seus símbolos). Azeite de oliva em um pires branco também pode ser uma excelente oferenda.

 

Circe


Deusa da feitiçaria, dos pós mágicos e elixires, Circe reina quando o assunto é alquimia. Alguns acreditam que ela seja filha da própria Hécate (a senhora da magia e do mundo oculto). Conta a mitologia que aliados de Odisseu, ao retornarem da guerra de Tróia, procuraram ajuda após vencerem seus inimigos e gerarem um grande conflito com Poseidon (Deus dos Mares), que colocou monstros e infinitos obstáculos no caminho desses heróis. Ao se deparar com os homens totalmente perdidos no meio do mar, Circe apontou sua varinha para cada um deles e os transformou em leitões (ela costumava transformar homens que passavam por sua ilha em animais). A deusa só desfez a magia porque se apaixonou por Odisseu. Com isso, forneceu instruções importantíssimas para que eles conseguissem voltar Ítaca com segurança.

Essa deidade de grande beleza possui uma longa trança em seus cabelos acobreados. Pedimos a ela o conhecimento sobre feitiçaria e artes mágicas, além do dom para o encantamento. Podemos ofertar a Circe varinhas mágicas – que são instrumentos consagrados – ou longas tranças feitas de lã.    


Diké


Filha de Zeus e Têmis que personifica a aplicação da justiça propriamente dita, Diké é representada segurando uma balança e uma espada. Mas, ao contrário de sua mãe – Têmis, deusa da ordem e da ética que é representada com os olhos vendados –, Diké tem os olhos bem abertos, portanto, está sempre bem atenta a tudo o que acontece. Isso enfatiza seu caráter irrevogável no quesito “ser justa”. 

Diké deve ser invocada quando se deseja que a justiça seja feita de fato. Assim, se as coisas não acontecerem de maneira favorável a você, significa que não estava desenvolvendo a postura que imaginava. Oferte a ela uma espada e uma balança. Caso tenha um baralho de tarot, coloque ao lado das oferendas o arcano 08 – a Justiça –, que traz consigo os atributos de Diké.

 

Dionísio


Filho de Zeus com a princesa Sêmele, Dionísio é o senhor do vinho, da alegria, do êxtase e da fertilidade. Possuía muitos adoradores por toda a Grécia e, geralmente, quando amaldiçoava alguém, deixava a pessoa louca, pois a insanidade era um de seus atributos. É um dos maiores símbolos da alegria e seus festivais sempre foram regados a muita animação e sexo entre os participantes do culto fechado. Era costume em suas celebrações a disputa de quem conseguia beber mais. As pessoas bebiam até passar mal, agradecendo as bênçãos do deus e pedindo por fartura para os próximos ciclos.

Dionísio nos proporciona alegria de viver, descontração, fartura e fertilidade. Em qualquer rito em que se trabalhe a força dos deuses gregos, o vinho deverá ser consagrado a Dionísio, uma vez que foi ele que criou essa bebida sagrada a partir das uvas. Ofertamos ao deus: vinho, uvas, folhas de parreira e pratos bem bonitos com carne assada.

 

Éolo


É o deus dos ventos. Éolo é o senhor do vento norte, sul, leste e oeste. Conta-se que possuía uma ótima relação com todos os outros deuses, sendo muito respeitado por eles. Éolo é citado na Odisseia ao tentar ajudar Ulisses – também conhecido como Odisseu – em sua volta para casa. Dessa forma, Éolo coloca um de seus ventos dentro de um saco e entrega a Ulisses para que guie sua tripulação, direcionando o navio na direção certa. Mas alguns dos homens de Ulisses, curiosos, abrem o saco quando o herói estava dormindo. O vento foge e eles continuam perdidos no meio do mar por mais alguns anos, encontrando diversos obstáculos que dificultam a chegada à Ítaca, terra natal de Ulisses.

Éolo nos dá capacidade para obtermos aquilo que desejamos, nos abençoa com a disposição para o conhecimento e transmite inspiração. Pedimos a ele que os ventos soprem a nosso favor, beneficiando-nos. Podemos homenageá-lo acendendo incensos, ofertando penas que podem lhe ser entregues ao ar livre e colocando em alguma janela de casa o sino dos ventos.  

 

Erínias


Quando Cronos utilizou sua foice para castrar o pai, Urano, a fim de separá-lo da mãe, Gaia, lançou os testículos de seu genitor no mar, dando origem a Afrodite. Acidentalmente deixou pingar três gotas do sangue de Urano sobre as terras da ex -esposa (Gaia). Essas gotas deram vida às Erínias, três deusas da vingança, também conhecidas como Fúrias. É importante ressaltar que essas deidades tartáreas são bastante severas e não toleram crimes contra as mulheres da família, principalmente as antecessoras, como mãe, avó etc.

Conta-se que muitos foram acometidos de loucura e sofreram perseguições por conta disso. Tais deusas causavam muitos conflitos mentais, deixando suas vítimas completamente enlouquecidas. A mitologia conta que as vinganças das Erínias eram das piores punições que alguém poderia sofrer. Devem ser bastante respeitadas e jamais invocá-las por motivos banais. Invoca-se as Erínias com bastante responsabilidade, ofertando a elas três gotas de seu próprio sangue na chama de seu caldeirão. Isso deve ser feito com bastante cuidado. Alertamos para não se chamar forças que não se conhece, pois o resultado pode ser devastador! Todo bruxo precisa ter muito cuidado acerca dos procedimentos que se realiza e aguentar todas as consequências de suas ações. As Erínias apenas são invocadas para pedir que “coloquem em seu devido no lugar” aqueles que destratam as mulheres que lhe são importantes ou por motivos de vingança. Mas sabemos que, naturalmente, aqueles que agem de forma ruim serão punidos pela lei do retorno, então, deve-se meditar até que ponto é necessário fazer justiça com as próprias mãos.

 


Éris


Deusa da discórdia e dos demais conflitos, seus filhos divinos ilustravam situações desagradáveis oriundas dos desentendimentos. Esses filhos representam catástrofes que vemos diariamente nos jornais e programas de televisão, como fome, dor, batalhas e catástrofes. Alguns mitos a julgam como irmã de Ares, ou seja, filha de Zeus e Hera. Já outros a consideram filha primogênita de Nix, a noite.

O mito principal em que a deusa aparece narra o casamento de Tétis e Peleu. Todos os deuses e deusas foram convidados para a união, exceto Éris. A deusa ficou tão irada por não participar da cerimônia que foi até o casório e atirou porta adentro uma maçã dourada (o pomo de ouro) com a gravação “Para a mais bela”.

A maioria das deusas que lá estavam presentes “voou” em cima da maçã disputando sua posse. Mas o cansaço bateu e apenas Atena, Hera e Afrodite permaneceram na disputa até apontarem Zeus como aquele que deveria decidir quem seria a detentora do objeto. Para não arrumar confusão com a filha preferida, com a esposa e com a deusa do amor, o poderoso Zeus preferiu terceirizar o problema elegendo o jovem Páris, um mortal que sabia apreciar a beleza das mulheres, como aquele que teria a dádiva da escolha.

As deusas imediatamente começaram a chantagear o rapaz. Hera ofereceu-lhe poder, Atena ofertou-lhe sabedoria e estratégia para ser um bom combatente e, por fim, Afrodite fez refletir na maçã o rosto da mulher mais bonita que existia, Helena, e disse que a moça seria seu presente para ele caso fosse escolhida. Sem demora, Páris entregou a maçã à Afrodite, elegendo-a com o título que lhe cabia. É nesse momento que origina-se a tão falada “Guerra de Troia”, pois ao decidir fugir com o jovem príncipe troiano, Helena – que era casada com o rei de Esparta – acaba promovendo um conflito entre ambas as cidades.

Embora tenha causado uma das guerras gregas mais conhecidas, Éris também possui seu lado positivo como qualquer outra deidade. Muitas vezes é preciso discordar de certas situações, até mesmo para evitar processos de alienação. O ato de discordar é o primeiro passo para uma verdadeira mudança com relação a situações que não estão agradando. A deusa também nos dá a coragem para ousar e demonstrar descontentamentos! Para acessá-la, realize pequenas práticas devocionais, oferte vinho e maçãs. Uma dica é pintar uma maçã de dourado, representando o episódio do pomo de ouro.

Eros


Deus do amor e do desejo, em algumas versões mitológicas Eros é visto como filho de Afrodite e Ares, e em outras, da deusa do amor com Hermes. Existem ainda aqueles que o consideram antecessor dos deuses olímpicos, sendo uma deidade primordial gerada pelo próprio Caos. Eros possui uma aparência bem juvenil e normalmente é representado como um deus alado com arco e flecha. Ótimo no manuseio do instrumento, ele é o responsável por flechar os corações de deuses e de mortais, deixando-os loucamente apaixonados.

O mito mais conhecido do deus é o de seu relacionamento com Psique, mortal de imensa beleza que incomodava Afrodite tremendamente. Eros e Psique se uniram, mas o deus não queria que ela soubesse de sua verdadeira identidade. Assim, embora ele desse a ela tudo do bom e do melhor, pediu à moça que jurasse nunca tentar visualizar seu rosto enquanto dormiam, uma vez que só ficavam juntos na calada da noite.

Psique, influenciada por suas irmãs, traiu a confiança do marido utilizando uma lamparina para vê-lo enquanto dormia. No mesmo instante, Eros acorda e ao se dar conta do que estava acontecendo, fica decepcionado com a atitude da amada e rompe com o relacionamento, assegurando que ela nunca mais voltaria a vê-lo. A mortal, ainda mais apaixonada pelo deus ao conhecer sua beleza, pede ajuda a Afrodite. A deusa cria inúmeros obstáculos e tarefas impossíveis para, quem sabe, apoiar Psique em seu objetivo de ter o amado de volta. No fim, Eros reconhece tudo o que a jovem fez para que ficassem juntos e pede a Zeus que conceda imortalidade à moça. Zeus a transforma em deusa e ela passa a viver com Eros eternamente. A palavra grega “psique” significa alma e o relacionamento desse casal divino ilustra o “amor de alma”, aquele que supera todas as barreiras materiais, beirando o espiritual.

Eros conduz todos ao amor, principalmente aqueles que se negam a viver esse nobre sentimento. Para fortalecermos nossos laços com o deus, podemos dedicar a ele um arco e flecha feito e decorado na cor vermelha. Podemos também ofertar vinho, incenso de rosas e símbolos de coração.  

 

Gaia


Deusa com o maior poder gerador, Gaia é conhecida por sua imensa fecundidade. Além disso, é a morada de todas as criaturas vivas. Foi ela quem criou Urano para abrigar os imortais e servir de lar às deidades. Gaia é narrada na mitologia como uma divindade extremamente poderosa vinda do Caos original, e tinha o poder de dar a vida a filhos que serviriam de aliados em seus mais diversos propósitos. É Gaia quem coloca Zeus no poder e que quase o tira de sua posição. Após muitos confrontos com seu neto – o deus dos deuses –, Gaia torna-se sua aliada e transforma-se em uma deusa olímpica.

A “mãe terra” não só nos dá a fertilidade desejada como o poder de concretização e de materialização de propósitos diversos. Para gerarmos uma conexão com a deusa, devemos, em primeiro lugar, respeitar a natureza e zelar por ela. Também podemos fazer práticas devocionais como plantar árvores, cuidar de plantas e flores, além de acender velas verdes em sua homenagem.

 

Hebe


Filha legítima de Zeus e Hera, Hebe é a deusa da serventia. Era tarefa sua servir aos demais deuses do Olimpo o néctar e a ambrosia. A deusa configura todo o poder da eterna jovialidade física, mental e espiritual. Possui a majestade de sua mãe Hera em equilíbrio com a humildade para servir, nos ensinando a trabalhar essa relação (orgulho/modéstia), mantendo-a em harmonia. A deusa também é a protetora das garotas que auxiliam a mãe nas tarefas de casa. Invocar Hebe atrai sua beleza e seus demais atributos.

Para criar uma boa relação com a deusa, podemos ofertar uma pequena bandeja com tacinhas de ambrosia, de vinho ou de leite com mel.  


Hécate


Deusa do mundo oculto, da magia e de todos os mistérios que a cercam, Hécate é considerada a rainha das trevas, título que divide com a deusa Perséfone. A diferença é que Hécate é rainha de toda a escuridão e Perséfone, apenas do reino dos mortos. Além disso, Hécate era cultuadíssima pelas bruxas, tornando-se padroeira das feiticeiras devido à sua associação com a lua. A mitologia a caracteriza como grande amiga de Deméter, ilustrando assim o fato de a lua circular ao redor da terra.

Hécate é quem nos ajuda a desenvolver nosso sexto sentido, trabalhando nossos dons intuitivos como manipulação energética, clarividência, clariaudiência, telepatia etc. O forte culto a essa deidade auxilia em nosso poder interior para que não apenas aprendamos a formular feitiços, como também a obter sucesso sobre seus intentos.

Dentre as práticas devocionais que podem ser realizadas para essa deusa, destacam-se ofertas de representações lunares, imagens de cães negros, tochas e alhos (de preferência os mais roxos).  


Hefesto


Deus da metalurgia e do fogo, criava armaduras, peças decorativas, joias e instrumentos mágicos para deuses e também para humanos, quando estes recebiam tais presentes das forças divinas. Hefesto é a única divindade que foge do padrão de beleza das deidades gregas. Alguns mitos afirmam que ao nascer, sua mãe (Hera) havia ficado tão assustada com sua aparência que o lançou do céu em direção à terra, deixando-o completamente machucado.

Hefesto é consorte da deusa Afrodite e clamamos por ele quando desejarmos desenvolver diversos dons artesanais, nos ajudando muito em processos de confecção de determinados instrumentos sagrados.

Nos rituais de celebração ao deus, podemos agraciá-lo com uma pequena bigorna, ferros e demais metais.

    

Hélio

Estamos diante do deus sol, normalmente representado com uma coroa que emite belíssimos raios solares de sua cabeça. É irmão de Selene, que é a deusa lua. Era costume de Hélio fazer seu trajeto diariamente pelos céus em sua carruagem de fogo, levando luz a todas as criaturas. Por estar constantemente nas alturas, Hélio sempre tinha o conhecimento daquilo que se passava, por isso, era convidado pelos deuses para servir como testemunha. Assim foi no rapto de Koré e no mito da rede de Hefesto, em que Hélio confirmou ao deus da metalurgia as traições de sua esposa.

Com o tempo, os deuses olímpicos tornaram-se as deidades gregas mais cultuadas e Hélio é um deus que antecede esses deuses olímpicos. Dessa forma, aos poucos, o culto a Apolo como um deus solar se intensificou e ambas as deidades passaram a ser confundidas. Mas Hélio é o astro-rei que nos aquece e ilumina, além de ser muito amigo do próprio Apolo.

O deus traz a verdade para nossas vidas, acaba com as ilusões, nos aquece e coloca um holofote em nossos trabalhos, ações e atitudes. Podemos ofertar a ele representações solares, girassóis e mandalas com fitas na cor laranja, amarela ou dourada.

 

Hermes


Deus do comércio, dos ladrões, da comunicação e da astúcia, Hermes é o mensageiro dos deuses. Executar essa função lhe permite adentrar todos os reinos, proporcionando-lhe grande sabedoria. Assim, Hermes nunca é passado para trás em nada. Dotado de grande esperteza, as encruzilhadas eram consagradas a ele na Grécia Antiga. É Hermes quem costura o pequeno Dionísio na coxa de Zeus para continuar seu período de gestação e quem avisa Odisseu sobre os perigos que iria enfrentar ao chegar na ilha de Circe.

Quando pequeno, saiu do berço e roubou o rebanho de Apolo. Para despistar o irmão, calçou suas sandálias ao contrário e quando Apolo lhe perguntou se sabia do ocorrido, Hermes afirmou não saber e ainda lhe presenteou com a lira, pois sabia de sua apreciação por instrumentos musicais. Apolo ficou tão interessado na lira que até se esqueceu da falta que sentira de seus animais.

Reverenciar Hermes nos deixa mais comunicativos, velozes de raciocínio e de ação. O Mensageiro dos deuses é excelente para rituais de abertura de caminhos, pois sua agilidade vence qualquer obstáculo e sempre arruma um jeito de nos levar aonde desejamos. Ofertamos ao deus: caduceu, mercúrio, vela dupla nas cores vermelha e branca e botas aladas e bastões mágicos confeccionados especialmente para ele.

  

Ilítia


Filha de Zeus e Hera, Ilítia é a deusa dos partos, invocada no momento do nascimento para que tudo aconteça de maneira favorável e sem dores. Seu nome significa “aquela que vem em auxílio” e essa deidade é muito cultuada por mulheres gestantes e seus companheiros. Na mitologia, a deusa foi chamada para ajudar no parto de Ártemis e de Apolo. Mas Ilítia foi impedida por sua mãe, Hera, de socorrer sua rival, Leto, uma vez que esta era amante de Zeus. No fim, mesmo não conseguindo realizar o parto de Ártemis, Ilítia foi liberada para auxiliar no parto de Apolo, graças ao pedido da deusa íris.

A deusa também pode ser invocada em momentos nos quais desejamos colocar em prática pela primeira vez um plano de longa data, ou seja, ela nos socorre em qualquer tipo de parto, abençoando tudo aquilo que trazemos à vida.

Podemos agraciar Ilítia com flores, pois elas representam o desabroxar da vida e espirais que são símbolos associados ao útero e a vida.

 

Íris


É a doce deusa do arco-íris, mensageira de Hera e senhora da transmutação. Íris está intimamente ligada à compaixão e à força da espiritualidade após momentos difíceis. Podemos fazer essa associação com a própria natureza, que só nos mostra o lindo arco-íris após uma tempestade. Muitas das mensagens que Íris transmite podem ser das mais terríveis, mas ela sempre encontra um jeito de mostrar o lado positivo das coisas e de proporcionar um grande aprendizado.

Íris enchia uma de suas taças com as águas do rio Estige, local de energia densa que ficava bem próximo ao reino de Hades (dos mortos) e, em seguida, flutuava rumo ao Olimpo, transportando a água para uma segunda taça e assim sucessivamente. Ao chegar a seu destino final, a água do Estige transmutada estava límpida e cristalina. Essa água era utilizada para purificar e abençoar os próprios deuses.

Íris é casada com Zéfiro, o vento oeste, e nos ensina a ter paciência e calma com as diversas tormentas, pois sempre há um arco-íris esperando por nós, desde que façamos por onde. Ofertamos a ela fitas contendo as sete cores do arco-íris e/ou representações dessa maravilhosa manifestação da natureza.  

 

Moiras


Essas três deusas podem ser caracterizadas em alguns mitos como as filhas de Nix (a mãe noite). A primeira delas, chamada Cloto, era a mais jovem. A segunda, mais madura, chamava-se Láquesis e a última, anciã, era conhecida como Átropos. Essas deidades que habitavam o submundo sempre foram muito respeitadas tanto pelos homens como pelos imortais. Isso porque elas eram associadas ao destino, assim, as três teciam a vida. A mais nova era responsável pelo fio do nascimento, à deusa do meio cabia medir o tempo de vida e a última era encarregada pelo corte do fio. As deusas são as incumbidas pelas mudanças inesperadas que todos nós temos oportunidade de vivenciar, ilustrando o fenômeno da roda da vida, que está sempre a girar. Elas tecem acontecimentos irrevogáveis que contribuem para nosso aprendizado. 

Com as Moiras aprendemos que tudo tem um começo, um meio e um fim. Além disso, elas também nos ensinam que independente daquilo que acreditamos atrair, certas situações são inevitáveis de acontecer, pois muitas delas podem ser derivadas de experiências de vidas passadas, constituídas com base em aspectos de nossa personalidade que podem se perpetuar nas vivências subsequentes. Embora possamos não lembrar das vidas que tivemos e tenhamos a consciência da existência de nosso livre-arbítrio, as Moiras acompanham a evolução de nosso espírito e constantemente colocam desafios em nosso caminho para nos testar. Podemos pedir a elas uma boa sorte em nosso caminhar e sabedoria para lidar com os altos e baixos propostos pelo destino. 

Podemos ofertá-las representações de tear, três velas nas cores branca (para a mais jovem), vermelha (para a madura) e negra (para a anciã), além de lã, régua e tesoura, representando o trabalho de lançar o fio, de medir e de cortar.

 

Musas


Elas inspiram deuses e humanos. São as responsáveis por tornar o Olimpo mais alegre e festivo e pelas diversas manifestações de arte. A origem dessas nove deusas se deu apor meio da união de Zeus e Mnemósine (a deusa da memória) logo após o “deus dos deuses” vencer as batalhas contra os titãs. Zeus se relacionou com a mãe das musas durante nove dias e tais deidades foram o fruto dessa união. Elas tinham a missão de levar alegria a todos após o conflito entre deuses e titãs. As Musas contam histórias por intermédio de canções, de pinturas e da dramaturgia, que relembram o passado, ilustram o presente e revelam o futuro.

São elas: Calíope, conhecida por sua bela voz e poder de comunicação; Clio, que é a musa da história e encarregada das relações políticas entre os homens; Érato, a inventora da flauta que encanta com a arte da poesia lírica; Tália, a divindade que porta a máscara da comédia, responsável por arrancar risos e gargalhadas; Melpômene, que porta a máscara da tragédia e com seu ar sério dá vida à tristeza por meio de canções; Terpsícore, que traz consigo o dom da dança e nos ensina a extravasar nossas emoções; Euterpe, cujo poder de despertar o desejo e o erotismo são notáveis; Polímnia, conhecida pelos dons narrativos e pela capacidade de criar hinos; e por fim, Urânia, possuidora de instrumentos matemáticos, é a musa das artes exatas, protetora da astronomia e da astrologia.

Certamente estamos falando de forças divinas que muito podem ajudar nos diversos aspectos de nossas vidas. Podemos nos sintonizar a elas ofertando incensos diversos de flores, objetos associados à linha de atuação de cada uma e velas na cor rosa, untadas com essências aromáticas de rosas, jasmim, bergamota ou flores do campo.   

 

Nêmesis


Uma das filhas de Nix, a mãe noite. Nêmesis é a representação da fúria divina e se manifesta principalmente em ocasiões nas quais nosso ego se intensifica e fantasiamos situações megalomaníacas. No pensamento helênico, essa sensação de superioridade muitas vezes desagradava não apenas os mortais, como também os próprios deuses. Por conta disso, Nêmesis trazia a vingança das deidades para as pessoas que não reconheciam o fato de terem desenvolvido capacidades ou conquistado uma grande aquisição graças ao apoio dos próprios deuses.

Os mitos revelam que Têmis e Nêmesis nasceram no mesmo dia. Têmis então, acaba sendo confiada também à Nix, pois Gaia não poderia criar a própria filha devido às perseguições de Urano. Nix, cansada de tanto gerar e muito atribulada com os vários filhos que já tinha, confiou Têmis e Nêmesis às suas filhas Moiras. Têmis tornou-se a manifestação da ordem e Nêmesis, da vingança, que também é atributo de Hera. Porém, Nêmesis representa a vingança divina e Hera, a vingança rotineira e acessível a nós.

Nêmesis demonstra seu poder de ação no mito de Narciso, jovem incrivelmente belo que desprezava o amor de mulheres apaixonadas. Descontentes, clamaram aos céus e Nêmesis respondeu ao chamado, fazendo Narciso sentir muita sede. Ao debruçar-se sobre um lago para beber água, apaixonou-se pela própria imagem e lá ficou, lamentando-se pelo amor impossível, até decidir por tirar a própria vida. Faça seus rituais pedindo a Nêmesis que lhe dê discernimento e consciência para manter os pés no chão. Podemos ofertar à Nêmesis vinhos, velas brancas, cactos, representações de espada e pimentas brancas.

 

Niké


Conhecida como Vitória para os romanos, é a divindade que contribui com o espírito vencedor, afinal, seu maior atributo é o auxílio para grandes conquistas. É representada por uma deusa alada que porta uma tocha, simbolizando a iluminação que nos faz chegar aonde desejamos ir. Conta-se que Niké costumava abrigar uma das mãos de Atena, deusa da sabedoria, e esse seria o motivo de suas grandes vitórias.

Para honrar Niké, podemos acender tochas e ofertar velas amarelas ou douradas, rodeadas de folhas de louro, que representam o sucesso. A invocação frequente desta deidade nos torna mais positivistas diante das questões conflituosas e cultuá-la, de fato, atrai grandes vitórias. 

 


Nix


Irmã de Gaia e filha do próprio Caos, Nix é a mãe noite. Uniu-se a Érebo, deus da escuridão, e teve filhos tão temidos e respeitados como a mãe. Foi a primeira rainha do mundo oculto, título que seria dado a Hécate. Conta-se que Nix é a criadora da foice que foi dada a Gaia e, em seguida, a Cronos, para se vingar de Urano, o céu. É Nix quem emana a fertilidade mágica para a terra brotar ervas encantadas e repletas de poder. Todas as noites, Nix faz seu trabalho sagrado ao se vestir com um manto negro e lançar a escuridão diante de nossos olhos.

A mitologia narra que Nix possui uma filha chamada Hemera, a deusa do dia que lança o amanhecer ao fim de cada madrugada. Ambas as divindades abrigam o mesmo castelo, mas nunca ao mesmo tempo, encontrando-se somente na entrada, momento em que se cumprimentam respeitosamente. Podemos ofertar a Nix a pedra estrela e velas negras, pedindo as bênçãos para o pulsar da bruxaria em nossas veias. Afinal, Nix é protetora dos bruxos e das bruxas!     

 

Perséfone


Rainha dos mortos, Perséfone é a senhora do mundo avernal. Ela e seu esposo, Hades, são responsáveis por manter a ordem entre os espíritos e as diversas regiões do mundo inferior. Os ritos funerais são dedicados à deusa, uma vez que a divindade guarda consigo os segredos da vida e da morte. Portanto, ela é importantíssima para o fluxo das estações do ano. Vive algumas fases ao lado de Hades e outras ao lado de sua mãe, Deméter, ilustrando suas duas personalidades: a adolescente cheia de vida e a madura rainha do reino da morte.

A beleza exótica de Perséfone já foi motivo de intriga até com Afrodite, que mandou Psique ir ao submundo em busca de um pouco do creme de beleza da deusa avernal em troca de bênçãos para o relacionamento da jovem mortal com seu filho Eros (o deus do amor). Perséfone nos ensina a ouvir nossa intuição e a viver em equilíbrio, além de ser a figura central dos “mistérios de Elêusis”, em que permitia a todos vivenciarem a renovação da vida após a escuridão da morte.

Para fortalecer nosso contato com a deusa, podem lhe ser ofertados: romã ou sementes desse fruto sagrado que a conectou para sempre ao submundo, salsa (erva associada à morte), vinho e velas que, ao mesmo tempo, tragam a cor branca e negra. 

 



Deus dos bosques, dos pastos, dos rebanhos e dos pastores, é filho de Hermes com uma ninfa que de tão assustada com a estranha aparência do recém-nascido no momento de seu nascimento, fugiu deixando a criança com o pai. Ainda bebê possuía barba, chifres e patas de bode, o que expressa seu vínculo com a natureza e com as essências anímica e instintual.

Tentou perseguir Syrinx, uma ninfa que desejava muito. Para fugir do deus, ela pediu que suas irmãs a transformassem em algo que ele não pudesse reconhecer. Assim, Syrinx foi transformada em bambu e Pã, ao notar o som bonito e agradável proveniente dessa planta, o utilizou como matéria-prima para sua flauta.

Pã é muito amigo de Dionísio e, além de festas e de música, aprecia pregar peças em pessoas, em animais e até em deuses! Era costume na Grécia Antiga pontes e meios de mato serem evitados durante a noite por medo das surpresas desagradáveis de Pã.

A natureza é sua morada sagrada e sempre o reverenciamos quando estamos em contato com ela. Pedimos ao deus conexão com as naturezas interna e externa, alegria e inspiração e podemos ofertar a ele flauta, vinho ou pequenos bambus.   


Selene


É a deusa da lua e conta-se que tinha o costume de sair em uma barca ou carruagem todas as noites para distribuir bênçãos com o luar. Na mitologia, Selene teria se apaixonado por um mortal chamado Endimião. Com medo de perdê-lo para a mortalidade, Selene decide encantá-lo, deixando-o em estado de sono eterno. A deusa da lua nos ensina a lidar com encantamentos e a preservar nossa juventude. Também protege nosso sono e confere intuição.

É uma deusa antiquíssima e como seu irmão Hélio, o sol, faz parte do grupo das deidades primordiais. Podemos ofertar a esta deusa a própria pedra da lua, símbolos lunares e velas prateadas. Além disso, podemos criar o hábito de preparar a chamada “água de lua cheia”, nas noites de plenilúnio. Trata-se de uma bebida mágica preparada somente com água mineral. Basta colocá-la em uma taça e pedir para Selene abençoá-la. Então, deixe-a ao ar livre para ser imbuída pelos poderes lunares e beba-a em jejum antes da chegada de qualquer raio solar. Você notará no dia a dia os atributos de Selene se fortalecendo internamente!  

 

Têmis


A filha de Gaia e Urano é uma deusa bem antiga e possui múltiplos atributos. Por ser a primeira esposa de Zeus, é muito respeitada. Além de deusa da ordem, da lei e da ética, Têmis tem relação com os oráculos e teria sido uma das primeiras deidades a falar pelo Oráculo de Delphos.

Em nosso dia a dia ela ensina a manter o equilíbrio, pois é aquela deidade vendada que vemos frequentemente segurando a balança do direito. Auxiliará aqueles que a procurarem com o objetivo de manter a ordem e de desenvolver a arte das profecias. Podemos ofertar à deusa a própria balança que simboliza o equilíbrio ou representações que tragam essa ilustração, além das vendas que ela usa nos olhos, justamente para ressaltar que não devemos nos envolver emocionalmente com as questões cotidianas, uma vez que a imparcialidade é muito importante na preservação da ordem. Tudo o que for acordado com esta deusa deverá ser seguido à risca, pois para ela normas são normas e o combinado deve prevalecer.   

 

Tétis


É uma titânide que representa a fecundidade das águas. Filha de Urano com Gaia, uniu-se a seu irmão, Oceano, gerando 3.000 filhas (conhecidas como oceânides) e 3.000 filhos (os rios diversos). Tétis também responde pela seiva da vegetação e costuma ser guiada por cavalos marinhos que puxam sua carruagem marítima em formato de concha. O carro possui cor marfim e é utilizado pela deusa em suas visitas à terra.

Alguns dizem que, ao chegar em terra, os cavalos marinhos tornavam-se cavalos brancos. Tétis nos auxilia a fecundar novas emoções e sentimentos e ela geralmente é convocada para conceder mais compreensão, afeto e generosidade a alguém. Representações de cavalos marinhos e conchas, velas azuis e a pedra água marinha podem ser ofertadas à deusa.

 

Urano


Uma das figuras mais importantes dos mitos da criação, segundo a concepção do povo grego, é Urano, o senhor dos céus. Este deus teria sido criado por Gaia para fazer-lhe companhia. No entanto, Urano agiu de maneira cruel ao não deixar os filhos titãs e filhas titânides que tinha com a mãe terra virem a este mundo para viver livremente. Pelo contrário, Urano prendia todos, impedindo a grande Gaia de gerar. Com isso, a deusa ficou irritadíssima e contou sobre sua ira para a irmã, Nix, que presentou-a com uma foice para que se vingasse do consorte. Gaia, então, conseguiu entregar a foice  ao filho Cronos, que castrou Urano e o separou de Gaia, pois viviam grudados. Em seguida, o deus titã que rege o tempo casou-se com sua irmã, Reia, e tornou-se o novo rei dos deuses.

Urano é o reino dos céus propriamente dito e pode ser invocado para nos ajudar a conquistar grandes alturas. Além disso, rege a imensidão e a amplitude das coisas. Para entrar em sintonia com ele, podemos acender um bom incenso de mirra ou benjoim e uma vela branca ou azul-clara. 

 


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