O que é wicca

Wicca: A bruxaria nos dias de hoje

Por Edu Scarfon

Então, finalmente, você descobriu que a bruxaria não existe só em filmes como “Jovens Bruxas” ou “Da Magia à Sedução”? Sim, ela existe de verdade e atrai cada vez mais um grande número de praticantes em todas as partes do mundo.

Há muito tempo atrás, séculos eu diria, nossos antepassados não possuíam remédios, então para curar algum membro enfermo de sua comunidade, eles utilizavam do poder das ervas e por meio delas, desenvolviam vários chás e remédios. Não haviam edifícios, carros e nem redes sociais, então o que lhes restava era o contato intenso com a natureza, aprendendo suas lições, como as propriedades curativas de cada erva. Tiravam do meio somente aquilo que precisavam para sobreviver, demonstrando o incrível respeito que se tinha com a Mãe Terra.

Compreendiam a importância do ar, da terra, do fogo e da água para a vida e além de admirar, respeitavam esses elementos. Em cada manifestação da natureza viam uma divindade e com isso, foram surgindo os infinitos deuses, que na realidade, eram manifestações de uma grande Deusa e de um grande Deus. Essa Deusa era simbolizada pela Lua e a ela, eram associados os mistérios da mulher e da magia. Já o Deus era representado pelo sol, que dava a luz e o vigor para que aquele povo, adquirisse tudo o que precisasse, pois sob a luz desse Deus, poderiam caçar e enxergar aquilo que a noite escondia.

Através da força dessa Deusa que mais tarde mostrou-se como Cerridwen, Brigit, Branwen, Morrigan, Dana, Afrodite, Deméter, Hera, Perséfone, Astarte e Ísis, e desse Deus, conhecido como Belenos, Bran, Dagda, Hélio, Apolo, Zeus, Hades, Osíris e tantas outras manifestações, que as comunidades conheceram o poder dos Deuses e maneiras de se sintonizar, cada vez mais, com as passagens da natureza. Por meio dos Sabbats, conectavam-se com os ciclos solares e dos Esbats com os lunares.

Nos Sabbats, diversas celebrações com comidas especiais, rituais, músicas e oferendas às Divindades eram realizadas, sendo oito, tais festivais sagrados: Yule (solstício de inverno), Imbolc (noite do fogo e da Deusa Brigit), Ostara (equinócio de primavera), Beltane (união da Deusa com o Deus), Litha (solstício de verão), Lammas (festival da colheita e fartura), Mabon (2ª colheita e agradecimentos pela mesma) e Samhain (final do verão e ano novo celta).

Enquanto isso, nos Esbats comemorava-se a entrada da lua cheia, uma data que era vista como auge de poder e dos mistérios mágicos da Deusa e de suas fiéis: as feiticeiras, bruxas e sacerdotisas dessas comunidades. Nessas noites, o povo antigo entoava cânticos mágicos, reverenciando a Deusa, fazia feitiços e encantamentos para diversas finalidades e dançava para a lua.

As figuras mais respeitadas por esses homens e mulheres dentro da comunidade eram os sacerdotes e sacerdotisas, que representavam a imagem do Deus e da Deusa dentro do grupo. A eles cabia: comandar os rituais, abençoar as crianças que nasciam, celebrar os casamentos e até a morte. Os sacerdotes eram as figuras que iniciavam e ensinavam os mistérios do mundo mágico para aqueles que, vencessem as barreiras e as diversas provas que deveriam ser vivenciadas. A sacerdotisa era muito respeitada e reverenciada, uma vez que a Deusa era vista como provedora da vida.

Com o tempo, tudo isso foi se perdendo, pois entre as diversas guerras, uma muito maior estava surgindo: a inquisição. Nesse momento histórico, a igreja católica transformou os deuses pagãos em demônios, as belas sacerdotisas em bruxas corcundas e narigudas e ainda, enviou milhares de pessoas para a fogueira. A bruxaria e demais religiões pagãs constituíam uma ameaça para os cristãos devido sua força e grande número de adeptos, então o melhor que se tinha a fazer, era cortar o que eles consideravam “um mal” pela raiz. Devido a isso muitos bruxos se esconderam e calaram-se para se manterem salvos.

Hoje em dia muita coisa mudou, graças aos Deuses, a inquisição não existe mais. Pelo menos, não como antigamente! Nossos ancestrais, muito sábios, descobriram diversas formas de nos transmitir o conhecimento sagrado. Agora vivenciamos um momento histórico, onde o culto a Deusa, que era praticado por diversos povos, está voltando com força e seus praticantes, aqueles bruxos que haviam se escondido, também estão saindo de suas tocas. A bruxaria antiga fora extremamente divulgada pelo inglês, Gerald Gardner nos anos 50 e retornou com o nome de “wicca”, um termo com origem no inglês arcaico que significa, moldar. Por meio dessa arte, podemos nos conectar com a natureza, rituais sagrados e fazer, de uma forma moderna, tudo aquilo que nossos ancestrais também faziam.

Em Wicca, acredita-se na lei do 3X3, ou seja, tudo aquilo que fizer, seja bom ou ruim, voltará a ti multiplicado por três. Os bruxos praticam magia em covens (grupos de 7 a 13 pessoas aproximadamente) ou de maneira solitária, invocam os deuses, trabalham com oráculos, com o poder das ervas e cristais, realizam feitiços e encantamentos e várias oferendas. Estas, geralmente, frutos, flores, velas, bebidas e incensos, pois na wicca não se faz sacrifício, uma vez que seus seguidores celebram a vida a protegem ao máximo.

Bênçãos da Grande Mãe e do Grande Pai e um caldeirão de magia e poder para todos!


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